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Havana continua a funcionar se você planejar em torno dos apagões

Havana continua a funcionar se você planejar em torno dos apagões

A rede elétrica falha, as torneiras secam e os táxis rareiam. Uma viagem a Havana pode sobreviver a esses três problemas e ainda valer o voo, se você planejar em torno deles.

O crepúsculo no Centro Habana costuma chegar com um breve silêncio. A rede derruba um quarteirão, os ventiladores param, uma televisão se cala no meio da frase e, por um minuto, a rua é só vozes e dominós batendo numa mesa de jogos. Depois os geradores vão entrando um a um pela rua abaixo, algum bar recupera as caixas de som e a noite retoma a uns oitenta por cento do que era. Esse minuto de silêncio, e esses oitenta por cento, são o que você está decidindo quando reserva.

O que de fato deixa de funcionar

Três coisas dão errado em Havana, e todas remetem à mesma escassez. A rede nacional não gera o suficiente, então a carga é cortada em blocos rotativos. Seu bairro pode ficar sem energia por duas horas ou pela maior parte do dia, e o cronograma divulgado pela manhã é uma previsão, não uma promessa. A água num prédio de Havana é bombeada e armazenada em caixas-d'água, então um corte longo significa que os tanques param de encher e, no segundo dia, uma casa sem reserva fica com as torneiras secas. O combustível é escasso, o que reduz ônibus, táxis compartilhados e qualquer coisa que precise de carro para cruzar a cidade.

O que em geral não dá errado é justamente a parte com que as pessoas se preocupam à distância. As ruas continuam movimentadas e caminháveis depois do anoitecer, a cidade velha enche todas as noites, e restaurantes e museus mantêm os horários divulgados mais vezes do que não. Os lugares costumam ficar abertos, degradando-se: metade das luzes acesas, menu reduzido, sem gelo, elevador fora de serviço, a maquininha de cartão incapaz de contactar o banco.

Então a regra de planejamento é curta. Um compromisso fixo por dia, duas reservas a que você consiga chegar a pé e nenhum roteiro que exija que três coisas diferentes funcionem em sequência.

As cozinhas que geram a própria energia

La Guarida (Centro Habana, no alto de uma escadaria de mármore arruinada na Concordia) continua sendo o paladar de referência da cidade e, mais útil ainda, é a cozinha que funciona de forma mais confiável com energia e água próprias. Isso importa muito mais do que a história cinematográfica que os guias destacam. Os pratos principais começam em torno de 29 dólares e os menus degustação sobem a partir daí; há uma sala privativa e serviço de catering, mas os andares são pequenos, então uma mesa de seis ou mais precisa de reserva com semanas de antecedência. Confirme por WhatsApp, não por e-mail. A internet aqui é intermitente e uma resposta de reserva pode levar dias, o que as pessoas leem como recusa quando é só a conexão.

La Guarida, Havana

San Cristóbal Paladar (Centro Habana) é o lugar para guardar para um grupo maior: salas privativas, música ao vivo e mesas maiores do que a maioria dos paladares consegue fisicamente acomodar. Os pratos principais custam cerca de 8 a 14 dólares, de segunda a sábado, do meio-dia à meia-noite. Fecha aos domingos, o que pega mais visitantes do que qualquer outro item desta lista. A sala é uma acumulação densa de fotografias, figuras de santería e camisas de futebol, e isso é proposital, e a cozinha é bem mais estável do que a rua lá fora sugere.

San Cristóbal Paladar, Havana

El del Frente (Habana Vieja, na O'Reilly) é a metade de terraço de um par administrado pelos irmãos Imperatori, sendo o outro o O'Reilly 304, do outro lado da rua. Este é o melhor primeiro anoitecer dos dois: um terraço de acesso por escada com pratos de 8 a 14 dólares, aberto todos os dias do meio-dia à meia-noite. Não há reservas de verdade, então quatro pessoas ficam bem e seis ficam complicadas. Vá no início da noite e conte com passar a primeira meia hora no balcão, o que não é sacrifício nenhum.

El del Frente, Havana

El Cocinero (Vedado, Calle 26) ocupa a chaminé de tijolos de uma antiga fábrica de óleo de cozinha, com um terraço no topo e um coordenador de eventos que realmente cuida de festas privadas e reservas corporativas. Abre todos os dias, do meio-dia à meia-noite, com comida cubana e internacional de preço médio e coquetéis de verdade. Vale saber antes de se comprometer com o deslocamento até lá: a Fábrica de Arte Cubano ao lado está fechada desde junho de 2026 sem reabertura anunciada, então El Cocinero é agora o único motivo para fazer esse trajeto, e ainda é motivo suficiente.

El Cocinero, Havana

Terraços, cerveja e um daiquiri icônico

Quando a rede cai no meio de uma tarde quente, o conhecimento útil é saber quais salas têm gerador próprio. O El Surtidor Pool Terrace and Bar, no Gran Hotel Manzana Kempinski (Habana Vieja, acima do Parque Central), é a resposta cara: ar-condicionado que continua funcionando, um banheiro que dá descarga e a melhor vista ampla sobre a cidade velha. É aberto a todos, não só a hóspedes. Os coquetéis são os mais caros de Havana, com alguma folga, e o terraço é grande o bastante para absorver um grupo, embora uma turma espalhada pelas espreguiçadeiras seja convidada a se mover para as mesas. Viajantes com passaporte americano devem saber que o hotel está nas listas americanas de acomodações proibidas e entidades restritas, o que impede se hospedar lá e complica os gastos.

O Hotel Nacional de Cuba (Vedado, no penhasco acima do Malecón) é a versão mais barata e mais bem-humorada do mesmo truque. Um mojito no terraço do jardim custa o que um mojito deve custar, o gramado de acesso livre acomoda qualquer número de pessoas, e a equipe é a melhor fonte da cidade sobre o que realmente está funcionando hoje: quais bairros estão às escuras, quais ruas estão fechadas, se as balsas estão operando. Vale a mesma ressalva da lista restrita dos EUA. Se você quer um show sem o sobrepreço de excursão, o Habana de Fiesta do Parisién acontece de sexta a domingo a partir das 21h, só show ou show com jantar.

Hotel Nacional de Cuba, Havana

Factoría Plaza Vieja (Habana Vieja, na própria praça) produz a própria cerveja clara, escura e preta no local, e é por isso que continua servindo quando a escassez de bebidas engarrafadas esvaziou as prateleiras alhures. As torneiras de um metro de altura são feitas para compartilhar e uma mesa de dez é perfeitamente normal. É o bar mais barato para sentar na Plaza Vieja, barulhento, bem misturado entre cubanos e visitantes, com bandas ao vivo na maioria das tardes.

Factoría Plaza Vieja, Havana

El Floridita (Habana Vieja, no fim da Obispo) é onde o daiquiri foi inventado em 1817 e onde hoje é vendido a cerca de 7,50 dólares o copo, congelado, das 11h30 à meia-noite, todos os dias. Seu valor real é ser o bar mais confiavelmente aberto e com ar-condicionado da cidade velha, e aceita cartão além de dinheiro com mais frequência do que a maioria. Os grupos de turismo chegam em ondas, então uma turma de seis deve vir antes das 13h ou depois das 21h para conseguir o balcão em vez das mesas do fundo. Pague o sobrepreço de ponto turístico uma vez, depois vá beber melhor por menos.

El Floridita, Havana

Onde vai dar uma tarde quando o plano desmorona

Toda viagem a Havana precisa de uma reserva para chuva, falta de energia, tudo deu errado, e o Museo Nacional de Bellas Artes — Arte Cubano (Habana Vieja, a uma curta caminhada do Parque Central) é a melhor da cidade. Dois prédios num ingresso combinado, um preço modesto para visitante estrangeiro, de terça a sábado das 9h às 17h e domingo das 10h às 14h. A coleção cubana é genuinamente meio dia de visita e o trecho indoor mais recompensador daqui. Pergunte na recepção quais andares estão iluminados antes de comprar, porque as galerias às vezes fecham quando falta energia.

Museo Nacional de Bellas Artes — Arte Cubano, Havana

A dez minutos dali, o Taller Experimental de Gráfica de La Habana (Habana Vieja, na viela que sai da Plaza de la Catedral) imprime desde 1962 e segue com exposições em 2026, nos dias úteis mais ou menos das 10h às 17h. Entrar é grátis; você encontrará prensas em uso, tinta por toda parte e gravuras originais assinadas a partir de valores que envergonham os mercados de souvenires. As salas são pequenas, então um grupo deve agendar uma aula prática de gravura com antecedência em vez de aparecer em massa. Comprar uma gravura aqui coloca o dinheiro direto nas mãos do artista.

Taller Experimental de Gráfica de La Habana, Havana

Manhã de domingo no Cayo Hueso

O Callejón de Hamel (Cayo Hueso, Centro Habana) é gratuito, aberto para a rua e o único ponto fixo da semana em torno do qual vale a pena organizar o seu domingo. Salvador González começou a pintar o beco em 1990 e morreu em 2021; o bairro manteve a rumba desde então, e continua a ser o verdadeiro, e não um espetáculo para autocarros de turismo. Chegue antes do meio-dia ou vai passar a tarde atrás de três filas de ombros. Um grupo simplesmente junta-se à multidão. Um aviso: combine o preço de qualquer bebida antes de a servirem, com educação e firmeza, porque os preços para visitantes aqui são improvisados.

Callejón de Hamel, Havana

As duas noites que pode mesmo reservar

A maioria dos planos noturnos em Havana é provisória. O Cabaret Tropicana (Marianao, debaixo das árvores na Calle 72) é a exceção, porque funciona com energia própria. Há espetáculos de quarta a domingo com início às 22:00, as mesas são vendidas por categorias a partir de cerca de 135 EUR ou 85–150 USD, dependendo da categoria e de incluir jantar ou não, e as reservas podem ser reagendadas até 24 horas antes, que é a flexibilidade que aqui quer. Os grupos de autocarro são a norma e os grupos são fáceis. Seja claro consigo mesmo quanto ao que isto é: espetáculo ao ar livre, plumas e uma orquestra muito boa, não uma noite fora com cubanos.

Cabaret Tropicana, Havana

A outra noite reservável é o cabaré do Nacional, descrito acima, por cerca de metade do dinheiro e um quinto da escala.

Fora do centro sobre quatro rodas velhas

A escassez de combustível torna as excursões de um dia a parte mais frágil de uma semana em Havana, o que é o argumento a favor da NostalgiCar (reserve diretamente por WhatsApp ou através das Experiências do Airbnb). Julio Álvarez e Nidialys Acosta restauram e mantêm a sua própria frota, e é por isso que os carros deles ainda andam quando as peças e a gasolina escasseiam. Quatro passageiros por carro, e disponibilizam vários em comboio para um grupo maior. Fazem voltas pela cidade à hora até excursões de um dia inteiro à praia e ao campo, e aceitam dinheiro em pesos, dólares ou euros. Verifique o logótipo da empresa antes de entrar: muitos conversíveis à beira do passeio não têm seguro nem condições de circular.

NostalgiCar, Havana

Com um carro já alugado para o dia, dois destinos justificam os quilómetros. O Museo Hemingway Finca Vigía (San Francisco de Paula, a quinze quilómetros) abre de segunda a sexta das 10:00 às 17:00 e sábado das 10:00 às 16:00, fechado ao domingo, por um bilhete barato em pesos. Ninguém entra dentro da casa; espreita-se pelas janelas e portas abertas, por isso um grupo de vinte importa menos do que o tempo. A chuva fecha as janelas e depois não há nada para ver, o que faz dela uma boa reserva para tempo bom e não uma reserva fixa.

Museo Hemingway Finca Vigía, Havana

A Fusterlandia (Jaimanitas, para lá do Miramar) é gratuita e aberta para a rua desde a manhã até cerca das 17:00. José Fuster tem agora cerca de oitenta anos e desloca-se num scooter de mobilidade, mas a oficina e o projeto de azulejos do bairro continuam a funcionar diariamente, transbordando mosaico por muros de jardim, paragens de autocarro e entradas ao longo de vários quarteirões. Comprar um azulejo ou uma gravura é a troca esperada. Leve notas pequenas, porque lá fora não há sítio nenhum para trocar dinheiro.

Fusterlandia, Havana

Porque é que o tamanho do seu hotel importa aqui

Um hotel estatal de 400 quartos com uma bomba avariada é um hotel de 400 quartos sem duches. O Paseo 206 Boutique Hotel (Vedado, na Paseo) tem dez quartos, depósitos próprios e planos de reserva próprios, e aguenta um corte de água de uma forma que as grandes casas não conseguem. Um grupo de oito a vinte pode ficar com a casa inteira, que é a forma sensata de a reservar; o restaurante Eclectico no rés do chão aceita não residentes. As tarifas são de pequeno luxo e as refeições são à parte. O verdadeiro dividendo é que o pessoal lhe dirá honestamente o que está indisponível hoje e a que horas é provável que volte.

Paseo 206 Boutique Hotel, Havana

A mesma lógica aplica-se mais abaixo na escala de preços: uma casa particular bem gerida com um depósito e um pequeno gerador é melhor do que um endereço mais grandioso sem nenhum dos dois. Se estiver a comparar opções, comece pela busca de hotéis em Havana e filtre pelas casas pequenas, depois leia as críticas especificamente à procura das palavras água e gerador. O nosso guia mais amplo de Havana cobre os distritos com mais detalhe.

Quem deve vir e quem deve esperar

Venha se conseguir manter um plano aberto, se uma tarde às escuras desviada para um museu e uma cervejaria lhe soar a um bom dia em vez de um dia perdido. Venha se ficar contente por carregar uma semana de dinheiro, andar muito a pé e comer às 19:00 porque é quando a cozinha tem energia. A recompensa é uma cidade de extraordinária densidade e generosidade, onde a arquitetura, a música e as conversas ficam totalmente intactas com tudo isto.

Espere se as suas datas são curtas e o seu itinerário é rígido, se precisa de ar condicionado fiável para dormir, se depende de medicação refrigerada ou de um dispositivo médico elétrico sem bateria própria, ou se um pagamento com cartão falhado o deixaria encalhado. Nada disto é pessimismo; são apenas as condições.

Notas práticas antes de viajar

Leve mais dinheiro do que pensa que precisa, em euros ou dólares americanos, numa mistura de notas pequenas e grandes, e aceite que não vai conseguir levantar mais se ele acabar. Os cartões falham com regularidade. Os preços nos restaurantes são indicados em moeda forte; a comida de rua, os bilhetes de museu e o transporte local funcionam em pesos, e a taxa de câmbio informal varia de semana para semana, por isso troque quantias modestas em vez de trocar tudo de uma vez.

Fixe um motorista para o dia em vez de andar à procura de um de cada vez. Custa mais e elimina uma categoria inteira de falhas. Habana Vieja, Centro Habana e a ponta mais próxima do Vedado são todos acessíveis a pé uns dos outros; tudo o que vá além disso precisa de carro.

Os cortes são mais comuns ao fim da tarde e à noite. Ponha o museu, a visita à oficina e o almoço demorado de manhã, e guarde as coisas flexíveis para depois de escurecer. Reserve o domingo para o Callejón de Hamel, e lembre-se de que o domingo também fecha a Finca Vigía e San Cristóbal.

Um dia modesto de cervejaria, comida de rua, museu e um jantar num paladar anda à volta de 60–80 USD por pessoa. Acrescente um cabaré e um carro alugado e duplica. A diferença entre a bebida mais barata e a mais cara deste artigo é de cerca de dez vezes, e a opção barata é muitas vezes a melhor noite.

Leve um power bank, uma lanterna de cabeça, uma garrafa reutilizável com filtro e um mapa offline descarregado. Nada mais na lista da bagagem importa metade disto.

Good to know

FAQs

Com que frequência falta a luz em Havana, e os restaurantes fecham quando isso acontece?

Os cortes de energia são rotina e vão rodando por distritos, por isso uma zona pode ficar às escuras durante duas horas ou durante a maior parte do dia, e o horário da manhã é só uma previsão com que não deve contar. A maioria dos restaurantes mantém-se aberta com geradores, com uma ementa mais curta e sem gelo. O La Guarida, o Cabaret Tropicana e o terraço do Gran Hotel Manzana Kempinski são os endereços aqui com energia própria mais fiável, e o Factoría Plaza Vieja produz a sua própria cerveja no local, por isso continua a servir quando as garrafas acabam.

Posso pagar com cartão em Havana ou preciso de levar dinheiro?

Parta do princípio de que é dinheiro. As máquinas de cartão precisam de energia e de uma ligação a funcionar, e falham com frequência suficiente para que nenhum plano dependa delas. Leve euros ou dólares americanos numa mistura de valores, incluindo notas pequenas para Fusterlandia e o Callejón de Hamel, onde não há sítio nenhum para trocar dinheiro. O El Floridita é um dos locais mais fiáveis para o cartão funcionar. A NostalgiCar aceita pesos, dólares ou euros, só em dinheiro.

O que acontece à água quando falta a luz?

As bombas e os depósitos nos telhados abastecem os edifícios, por isso um corte prolongado impede os depósitos de encher e as torneiras ficam secas em um ou dois dias. As casas pequenas com reservas próprias aguentam muito melhor do que os grandes hotéis. O Paseo 206 tem dez quartos, depósitos próprios e planos de reserva, que é o perfil a procurar. Quando o seu alojamento ficar sem água, o terraço do Kempinski e o terraço-jardim do Hotel Nacional têm ambos casas de banho a funcionar.

Os viajantes com passaporte americano podem usar o terraço do Kempinski ou o Hotel Nacional?

Ambas as propriedades estão nas listas americanas de alojamentos proibidos e de entidades restritas, o que impede os viajantes americanos de lá ficarem e complica gastar dinheiro no local. As listas são revistas, por isso consulte a versão atual antes de partir. Nada nelas afeta os paladares, o Factoría Plaza Vieja, os museus, a oficina de gravura, o Callejón de Hamel ou Fusterlandia, que são de gestão privada ou públicos.

O que devo fazer com uma tarde quando o plano se desfaz?

Guarde duas reservas a pé. O Museo Nacional de Bellas Artes (Arte Cubano) é a melhor meia-manhã ou meia-tarde indoor da cidade, aberto de terça a sábado das 09:00 às 17:00 e domingo das 10:00 às 14:00, embora deva perguntar que pisos têm luz. O Taller Experimental de Gráfica ali perto tem entrada gratuita durante a semana e vale uma hora. A Finca Vigía é o caso oposto, uma visita ao ar livre onde a chuva fecha as janelas, por isso guarde-a para uma manhã de céu limpo.

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